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Dia Nacional de Combate ao Fumo: saiba como o tabagismo afeta a saúde e como tratar a doença

A Organização Mundial daSaúde (OMS) aponta, em pesquisa recente, que o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Mais de 7 milhões dessas mortes resultam do uso direto deste produto, enquanto cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo. A OMS afirma ainda que cerca de 80% dos mais de um bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda, onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior. Por isso, neste 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo,o médico pneumologista Ricardo Meirelles explica que o tabagismo é uma doença e precisa ser levado a sério.  

 “A dependência química é uma droga. A nicotina, que é um agente poderoso, chega ao cérebro em apenas 19 segundos, liberando substâncias químicas que geram inúmeras sensações de prazer. Isso faz com que o indivíduo queira fumar várias vezes ao dia. Em média, o fumante realiza 10 tragadas por cigarro, ou seja, se ele fuma um maço de cigarro por dia, são 200 tragadas em 24 horas”, avisa o profissional.  

Segundo o médico, que também é coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOPTERJ), qualquer produto derivado do tabaco,como cigarrilha, charuto, cachimbo, narguilé e outros, possuem, em média, sete mil componentes químicos. “Eles causam aproximadamente 50 doenças, as principais são doenças respiratórias, como enfisema pulmonar, bronquitecrônica, tuberculose, derrame cerebral e hipertensão arterial. Também há a possibilidade de vários tipos de câncer como o de boca, laringe, faringe,esôfago, pulmão, bexiga, rim, colo de útero e etc. O tabagismo também pode levar a cegueira, aumentar os riscos de diabetes e outros problemas de saúde”.  

Já os benefícios ao parar de fumar são imediatos. “De cara, já melhora a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração. Depois de um ano sem fumar, o risco de um infarto do miocárdio cai pela metade. Depois de 10 anos, é igual ao de uma pessoa que nunca fumou. O risco de câncer de pulmão também reduz pela metade. Quanto mais cedo o fumante abandonar o tabagismo, menor é o risco de morte precoce. As pessoas precisam saber que o tabagismo tem tratamento. Ele consiste em fazer o fumante entender quais foram as razões que o levaram a fumar, enviar orientações de como parar de fumar, maneiras de resistir ao desejo e mudança na relação como cigarro. O paciente também recebe medicamentos para amenizar a síndrome da abstinência”, detalha o médico Ricardo Meirelles. 

Eralda Ferreira,coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde da Secretaria de Saúde do Estadodo Rio de Janeiro, ressalta um medo que muitas pessoas têm, principalmente as mulheres, quando param de fumar: engordar. “É normal que as pessoas que paramde fumar ganhem peso, já que o cigarro inibe o apetite. É importante que quem está pensando em parar de fumar ou que já parou e ganhou peso, procure um nutricionista para montar um cardápio equilibrado, um educador de atividade física para se exercitar e um psicólogo.  Assim, vai ser possível manter o corpo, a mente e a saúde em total equilíbrio”, finaliza.  

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