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Saúde Mental

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Entenda os riscos para a saúde mental nos apps de relacionamento

De acordo com o Relatório de Aplicativos de Namoro publicado recentemente, o Brasil é o segundo país do mundo que mais usa plataformas de relacionamento, atrás apenas da Suécia. Mas de que maneira utilizar tantas ferramentas digitais para encontrar o par perfeito pode afetar a saúde mental e a vida dos usuários? Segundo Juliana Lopes Massapust, sócia do CAAESM, psicóloga, terapeuta cognitivo-comportamental e doutora em Neurociências, é importante entender o perfil dos adeptos desta prática.  

“Geralmente, os usuários estão na faixa de 25 a 45 anos, são pessoas que já passaram por relacionamentos anteriores e buscam uma forma de encurtar o processo de conhecer um(a) parceiro(a). A ideia do aplicativo é facilitar a busca pelo parceiro, queimar etapas no sentido de já saber um pouco sobre o que o outro gosta, conhecer os valores, as peculiaridades e o que te incomoda. Quem usa aplicativo de namoro tem uma bagagem emocional de relacionamentos anteriores, tem uma certa inteligência emocional e sabe o que quer”, explica Juliana.  

A profissional também ressalta que a popularização dos aplicativos vai além de ser uma forma prática de achar um companheiro (a): “Nós estamos relacionados ao nosso contexto social. Vivemos conectados à internet para comer, ouvir música, nos locomover e etc. Ainda estamos na pandemia e isso fez e faz com que as pessoas usem cada vez mais a tecnologia como forma de contato, de relacionamento. A possibilidade de falar com muitas pessoas ao mesmo tempo também é um fator positivo destes apps”.  

Mas, nem tudo são flores no ambiente digital. Para evitar se colocar em risco, é importante tomar algumas precauções. “Se vai sair com alguém, informe para um amigo os dados que você tem da pessoa e o local do encontro. Nunca passe muitas informações pessoais logo no primeiro momento, seja cauteloso ao falar do seu trabalho, evite mandar fotos, principalmente, os famosos nudes e, o principal, de jeito nenhum fale sobre a sua vida financeira com alguém que você acabou de conhecer’, aconselha.  

Por fim, Juliana alerta para o perigo do uso excessivo dos aplicativos de namoro: “O excesso pode provocar prejuízos, pois essa pessoa se expõe menos às situações sociais, fica no ambiente da internet o tempo inteiro e na hora de viver a vida real, no mundo real, fica travado. Pode ocorrer um déficit de capacidade de lidar com as emoções quando está frente a frente com as pessoas ou com um problema. É importante saber equilibrar e entender que o aplicativo de relacionamento é um meio, não um fim”.

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