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Obesidade infantil: conheça os riscos e saiba como evitar

Estudos recentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostram que uma em cada 10 crianças brasileiras de até 5 anos está com o peso acima do ideal: são 7% com sobrepeso e 3% já com obesidade. Os números apontam que a fase pós-pandemia é uma das piores já analisadas. Eralda Ferreira, coordenadora de Vigilância e Promoção da Saúde da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, explica que o tempo de isolamento social, na pandemia, influenciou esses dados, mas outros fatores também têm ajudado a elevar a atual taxa da obesidade infantil no Brasil. 

“É claro que o tempo que estas crianças passaram presas em casa por conta da quarentena, sem ir pra escola, muitas sem lugar para brincar, para se exercitar, com a rotina totalmente alterada, afetou sim a forma de nutrição das mesmas. Mas, há outro problema: a prematuridade do consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sal. As crianças estão começando a consumir este tipo de alimento antes de completarem dois anos de vida, quando, há alguns anos, isso só acontecia no início da adolescência”. 

A profissional ainda explica que a redução dos espaços públicos para a realização de atividade física contribui para aumentar o problema. “Existe uma diminuição de lugares propícios para a realização de exercícios ao ar livre, os preferidos das crianças, o que dificulta o cuidado com a saúde. Elas acabam ficando mais em casa, na frente da TV ou jogando vídeo game, ações que não ajudam a gastar o excesso de energia”. Ela ainda acrescenta. “O hábito alimentar da família influencia demais o que a criança vai comer. Infelizmente, os adultos também mudaram a sua alimentação. Eles estão, muitas vezes, por conta da correria do cotidiano, escolhendo mais os alimentos ultraprocessados e apresentando os mesmos para os seus filhos cada vez mais cedo”. 

Os riscos dessa escolha duvidosa são enormes. Crianças obesas ou muito acima do peso podem desenvolver diversos problemas de saúde. Alguns deles são: doenças respiratórias (como asma), doenças ortopédicas (como problemas em joelho e coluna), disfunções no fígado (como acúmulo de gordura), problemas metabólicos, dores nas articulações, colesterol alto, antecipação da puberdade, alterações menstruais, problemas no coração, câncer, entre muitos outros. 

“Para mudar este cenário, é necessário fazer um esforço conjunto. Desde a própria família que acompanha a alimentação dessa criança no dia a dia e da escola que também precisa oferecer refeições saudáveis e a prática de atividade física no período letivo. E, em um olhar macro, dos governos que precisam gerar uma política de preços que garanta o acesso aos alimentos mais saudáveis para a população como um todo”, finaliza Eralda.

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