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Bem-estar Corporativo

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Saiba mais como evitar a síndrome de Burnout no ambiente de trabalho

Exaustão extrema, estresse e esgotamento físico. Se você anda sentindo alguns desses sintomas relacionados ao trabalho é grande a chance de você estar sofrendo da Síndrome de Burnout. A doença é traduzida pelo esgotamento físico e profissional por excesso de tarefas e tem chamado a atenção de empresas, empregadores, além de especialistas médicos, pois já afeta um terço dos trabalhadores no Brasil, número que equivale a 33 milhões de pessoas, segundo dados da International Stress Management Association (ISMA-BR).  

A situação é tão alarmante que, no início deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu o Burnout como uma doença. Para o psiquiatra Fernando Mendanha, a mudança tem um fator de fundamental importância: “Ela tira o peso do trabalhador. Mostra que o problema não está nele e, sim, no trabalho. Pode ser no ambiente, na função, na forma como ele é tratado ou na quantidade excessiva de tarefas. Chegou a hora das empresas criarem ferramentas para evitar este tipo de problema. Se existir um planejamento correto, todos ganham, afinal, funcionários felizes rendem mais e faltam menos”, avalia.  

 A advogada e professora do Centro Universitário Estácio, Adriana Mendonça, explica que o novo olhar para a síndrome passa a estar relacionado, oficialmente, ao ambiente de trabalho, o que reforça a responsabilidade do empregador sobre questões de saúde dos seus funcionários, com efeitos em processos trabalhistas e até eventuais pagamentos de indenizações a colaboradores que foram vítimas do problema.  “É responsabilidade do empregador zelar pela saúde dos seus profissionais, no que compete a situações como a Síndrome de Burnout. O empregador deve proporcionar um ambiente de trabalho saudável, tanto para os que atuam presencialmente, quanto para os que trabalham de forma remota”.  

A profissional também enumera as causas da síndrome: “Falta de reconhecimento dos superiores quanto às realizações dos funcionários, ausência de cooperação entre os colegas e falta de sensação de propósito no trabalho realizado são situações que acabam levando ao afastamento das conexões sociais do trabalhador e podem desencadear a síndrome”, esclarece. 

Antônia Villas Boas, especialista de Recursos Humanos, finaliza apresentando alguns sinais que devem ser observados relacionados ao Burnout e que, quando diagnosticados,devem ser tratados imediatamente. “Se você, funcionário, está apresentando insônia, memória ruim, fadiga persistente, irritabilidade, ansiedade e depressão,é hora de ligar o sinal de alerta. Para tratar a questão, é importante limitar o tempo de trabalho, aprender a dizer não, compreender os gatilhos que geram estresse, estabelecer e organizar as prioridades e entender o poder da comunicação. E claro, se a situação ficar insustentável, procure ajuda de um profissional, imediatamente. O seu bem-estar vem sempre em primeiro lugar”.  

 

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